Semana em Londres: Piccadilly Circus e Regent Park

A terceira parte deste diário de viagem chegou com alguma demora, mas veio. Trata-se do meu dia favorito: aquele em que conheci, como o título deste post já anuncia, a Piccadilly Circus e Oxford Street, mas também Leicester Square, Regent Park, Abbey Road e The Sherlock Holmes Museum. Desde o momento em que comecei a planejar os roteiros, sabia que fazia tal trajeto exigiria uma caminhada um pouco mais intensa – o que vocês podem substituir por uma ida de metro, ou, melhor ainda, um autocarro tradicionalmente londrino. Vale a pena, entretanto, andar por aí, porque estarás a ver o que há de mais típico e movimentado da cidade, o cenário de livros, filmes e muito mais há séculos.

Como sempre, nosso trajeto do hotel até as atrações do dia foi de metro. É a forma mais eficiente, tanto em tempo quanto em custo. Se vocês tiverem interesse num post apenas dedicado à dicas para quem vá viajar à Londres, digam-me! Já deixo, entretanto, o link para a primeira publicação desta série, onde abordo mais sobre os passes de turista.

Descemos na estação Green Park, que fica de frente para este parque. Muitos dos sites e guias turísticos indicam-no com um bom local para passar a sua manhã, ler um livro, fazer um piquenique, e eu não vos digo o contrário. Como o meu foco era poder caminhar por ambas Piccadilly e Oxford Street, decidi deixá-lo para um outro momento.

A região em que se situam estas ruas concentra sobretudo comércio, mas também importantes hotéis, jornais, teatros, etc. Apesar de se tratar por vezes de marcas novas e elementos modernos, os prédios mantém o seu charme tradicional, nas fachadas e por dentro.

Como vemos até mesmo nas estações de metro, os londrinos sabem combinar o tradicional com o contemporâneo sem nenhum dos dois parecer deslocado. Portanto, quando andas pelas ruas de Londres, vês traços do que era o Reino Unido imperial dos séculos anteriores, e o mega país de hoje. Uma cultura de grandeza, bem como de adaptação.

Caminhando pela Piccadilly Street chegarás a Piccadilly Circus – sim, onde tem os grandes telões e que aparece em quase todos os filmes que se passam em Londres. Esta zona tem, como é óbvio, muitos turistas. Então tens vários tipos de atrações públicas, principalmente musicais – cheguei a ver grupos de violinistas tocando Coldplay ali por volta da hora do almoço.

Mais uns passos e estarás na Leicester Square, que também concentra um grande número de lojas. Há nela múltiplos restaurantes, teatros e cinemas, porém o que mais atrai os visitantes são as mega stores da LEGO e da M&M, uma estando na frente da outra. Destas duas, a minha favorita é obviamente a que constitui-se por 3 andares de muito chocolate.

Do lado da Leicester Square é a China Town, lugar o qual vários amigos meus disseram ter adorado. Eu, entretanto, não o visitei, pois, como disse acima, queria ir até ao Regent Park e ao The Sherlock Holmes Museum. Isso tudo junto seria uma caminhada enorme para a pequena tartaruga que vos fala. Fica, porém, a dica para vocês, especialmente aqueles que passaram muitos dias na cidade.

Quase no final desta praça há um Burger King, onde almoçamos neste dia. Fomos, entretanto, ao Regent Park antes, andando pela Oxford Street. O que fizemos foi caminhar na ida e voltar de metro, para aproveitar o parque num horário de temperatura mais amena e menos cheio.

A Oxford Street é uma longa e larga rua que, apesar das lojas modernas dos seus dois lados, não deixa de parecer estar lá por uma eternidade. Os prédios, as pessoas, os carros: tudo faz com que seja mais do que um lugar, mas sim uma entidade. Uma das nossas paragens foi, obviamente, a Hamleys, uma das lojas de brinquedos mais famosas do mundo. O que mais adorei nela foi a parte dedicada para artigos do Harry Potter. No dia em que fomos havia inclusive atendentes vestidos como as personagens fazendo brincadeiras com as crianças.

Mais ou menos na metade da Oxford Street tens a Oxford Circus, onde encontra-se a estação de metro que leva este nome e onde a Tottenham Street corta horizontalmente em toda a sua grande extensão. É, portanto, um grande cruzamento sempre movimentado.

Seguimos adiante e, depois das embaixadas e de fazermos algumas curvas, estávamos na entrada do Regent Park. Já vos adianto que se trata de um área enorme para todos os lados. Se quiseres apenas explorar o parque, caminhá-lo e partir para um outro ponto turístico, reserve uns bons 40 minutos para tal. Mas não posso vos indicar que deixem de lado tamanha paz de espírito no meio de uma enorme cidade. Ah, e tem outro motivo: esquilos! Muitos e fofos!

Já estava na hora do almoço. Como falei ali em cima, decidimos que iríamos comer no Burger King da Leicester Square. Uma rápida olhada no Google Maps nos diria que havia um na Tottenham Street, um bocado mais perto. Ou melhor ainda: poderíamos ter parado num dos muitos restaurantes que encontramos pela Oxford Street.

Não é, porém, uma missão impossível voltar do Regent Park até a altura da Leicester: podes facilmente fazê-lo de metro pegando-o na estação Regent Park até a Piccadilly Circus, linha Bakerloo sentido Elephant & Castle. Neste dia, tal linha estava em manutenção. A pé foi um percurso de 15 minutos no máximo.

A tarde, como já tínhamos feito tudo o que eu havia inicialmente planejado para o dia, percebi que poderia incluir duas atrações um tanto adoráveis. Apanhamos um metro da Piccadilly Circus até a estação Baker Street. Chegamos, então, na famosa região do Sherlock Holmes Museum. A fila para entrar neste estava enorme! Apesar de eu acreditar que fazia parte do fenómeno turismo do verão, muitos me disseram que o museu atraí demasiados visitantes do ano inteiro. É possível pagar para ver o museu, ou apenas entrar na loja de souvenirs, entre outras prendas.

Retornamos para a estação Baker Street e apanhamos um metro da linha Jubilee até a estação St. John’s Wood. Dali é uma caminhada de 3 minutos até Abbey Road. Uhum, essa mesma que você está pensando. O cenário da icónica capa álbum dos Beatles que recebe o nome desta rua. Como era de se esperar, muitos turistas circulam por ali, apesar deste ser um bairro residencial. A chance de recriar a foto faz com que vários fiquem atravessando a rua de um lado para o outro, tentando cronometrar com seus respetivos fotógrafos.

Daí, meus caros, voltamos para a casa. Era por volta das 15 horas, portanto fomos ainda aproveitando as paisagens externas o máximo o possível. Pegar o metro é o mais eficiente, mas não se esqueça de ver o que há em cima dele! Uma grande opção é, mais uma vez, os ônibus clássicos londrinos – e existem diversas linhas destes! Aproveite que o cartão Oyster pode ser usado neles 😊

 

Por hoje ficamos aqui! Até o próximo capítulo da Semana em Londres

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