Como Foi: Rock In Rio Lisboa

Sexta-feira, dia 29 de junho, foi um dia histórico para mim. Depois de anos morando do lado do Rock In Rio no Rio de Janeiro e não indo a um e de ter me mudado para Lisboa, finalmente pude participar do evento. Ganhei um bilhete para assistir ao The Killers, The Chemical Brothers, Xutos e Pontapés e outros artistas que formavam o line-up. Decidi então vir aqui para contar-vos um pouco de como foi, partilhar desta experiência pela qual esperei tanto tempo por!

Atrações que o festival trouxe.

O Rock In Rio, como sempre, tentou cumprir com o ideal que defende de equilíbrio entre os diferentes ritmos para atender um público diversificado. Contou com grandes figuras do pop, como Bruno Mars e Katy Perry, bem como valorizou artistas portugueses e trouxe ao palco europeu o funk carioca através da Anitta. Confira o line-up completo aqui.

Algo que eu não contava era que a produção do evento iria convocar influencers para fazer aparições pelos muitos stands de patrocinadores, como é o caso dos populares youtubers portugues Wuant e Windoh, no Super Bock Digital Stage.

O evento estava dividido no Palco Mundo, onde as maiores atrações fizeram seus concertos; o Super Bock Digital Stage, dedicado à personalidades da internet, entre eles o brasileiro Christian Figueiredo; o Music Valley, mais voltado para pop, inclusivamente sendo o local da Somersby Pool Party; a EDP Rock Street, que recebeu artistas como MOH! Kouyaté.

Para além disso, os patrocinadores trouxeram a roda gigante, elemento clássico do evento, e o zip linning o qual me faltou coragem para ir, bem como as atividades que variadas marcas e empresas fazem. Eu, por exemplo, tive uma foto minha e de minha amiga tirada pela Huawei, depois vindo a aparecer num grande telão – mico o qual não fotografei.

Média dos preços da alimentação.

Essa é a parte mais chata de toda a experiência: o valor é inflacionado. Apesar de ter variadas opções de onde comer, com os nossos principais restaurantes representados no meu do R.I.R., o lanche não fica por muito menos que 5 euros. Quer dizer, meu hambúrguer estava maravilhoso, mas sempre dói gastar mais do que sabe ser o valor.

A bebida foi o que mais me assustou, pois enquanto uma garrafa de 1,75l de coca-cola facilmente custa 2 euros, a lata de 33cl da pepsi estava por 3 euros. Sim, a cerveja e a cidra estavam mais baratas do que os refrigerantes.

Apesar de eu não saber exatamente ao que a recomendação do evento restringe quando nos diz que podemos trazer apenas pequenas quantidades de comida, a entrada com garrafas de água é permitida. Vi muitos trazendo seus próprios sanduíches e carregando seus lanches, o que é a saída caso queira chegar logo no princípio do festival e ficar até à noite.

Haviam áreas com mesas de baixo das árvores e perto da EDP Rock Street, o que era muito legal, com meu único receio sendo o facto de não ter cobertura e eu ter comido na chuva. Mas faz parte, não é mesmo?

Formas e custo dos transportes.

Quanto aos transportes, não há como prever exatamente qual seria o vosso custo, mas vou falar de qual foi o meu. O meu percurso foi de Oeiras até Bela Vista, em Lisboa, para qual peguei comboio (3,20 euros ida e volta) e metro, cujo valor não tenho certeza, mas estava por volta dos 2 euros. Os transportes públicos estavam abertos e plenamente funcionando mesmo de madrugada.

A companhia de comboios oferecia a passagem para quem apresentasse o seu bilhete, mas eu, desinformada e em cima da hora, como sempre, não soube direito como participar.

Tenha em vista que é uma caminhada até as estações de comboio e metro mais próximas, apesar delas não serem longe do evento. O evento sinaliza muito bem outros métodos de locomoção, como os táxis disponíveis na porta.

O visual para ir ao festival.

Desde o momento em que ganhei o ingresso fiquei me perguntando que roupa usaria. Quando nós vemos no Instagram as pessoas super arrumadas e estilosas para ir ao show, a impressão que fica é a de que isso é um requerimento.

Eu já tinha tudo escolhido quando vi que o tempo não estava ao meu favor: as chuvas lisboetas eram iminentes. Troquei-me e usei calças jeans rasgadas com umas meias-calças por baixo (para ficar mais quentinha), minha camiseta do guns n’ roses e uma capa de chuva. Muito mais confortável para o clima e também para o que é andar pela cidade do Rock e ficar pulando nos shows. Ainda assim mudaria uma coisa: usaria algo mais quente ainda do que minha capa por cima.

Apesar de ter assim uma ou outra mais vestida do jeito fashion, a maior parte do público ia da forma mais descontraída e confortável o possível. Use, portanto, algo que acima de tudo não vai te sufocar ou torturar depois do concerto.

As bandas que assisti.

Cheguei ao evento por volta de 20h – tarde, eu sei, mas mamãe tem que trabalhar. A banda portuguesa Xutos e Pontapés estava a tocar e, como também aconteceu com The Chemical Brothers, não conhecia, mas gostei do que ouvi. Eles são um grupo de rock de cá que me conquistou especialmente quando vi que eles incorporam o saxofone ao seu som. O presidente de Portugal prestigiou o show de pertinho no palco, algo que nunca imaginaria.

Era tudo sobre The Killers, no entanto. Nunca me senti tão feliz na minha vida quanto neste show e, sinceramente, nem tenho palavras que descrevam a performance deles fazendo juízo ao que foi. Brandon Flowers, o vocalista, arriscou ainda algumas palavrinhas no português de Portugal, tendo sucesso ao saudar-nos com um simpático ”Olá, malta!”. O baterista, Ronnie Vannucci Jr., também teve presença marcante, seja ao interagir conosco através de solos de bateria ou ao dar para a plateia as suas baquetas.

Os meus momentos destaque são, com certeza, Read My Mind, onde fui ainda mais conquistada pelos solos de guitarra de Dave Keuning, e a minha favorita Mr. Brightside, ponto auge de toda a energia do show que envolveu toda a multidão ao cantar em coro. Deixo-vos então com o setlist:

Quanto aos outros artistas, inclusivamente The Chemical Brothers, não conhecia nem assisti o bastante para poder fazer um maior texto sobre. A performance final do dia 29 deveu-se ao artista de eletrônica. Teria ficado para mais da festa, mas logo na quinta música decidi sair e assim evitar os sufocos de todos indo embora ao mesmo tempo.

Bom, pessoal, essa foi a minha experiência! Foi muito bom tê-la finalmente e poder partilhar convosco um pouquinho do que é a mágica do Rock In Rio. Reservo esse momento final para falar dos fogos de artifício que deixaram mais mágico ainda esse dia.

Até a próxima!

Xoxo,

Michelle Lebres.

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