Há três anos atrás eu começava uma nova fase da minha vida. Na mesma escola, com as mesmas pessoas, porém aprendendo que todo o resto seria diferente. Acho que, depois de um tempo, a adolescência e suas problemáticas parecem ser muito pouco, pequeníssimas. Por isso mesmo não estou esperando que décadas passem: aqui vai o feedback de alguém dentro do ensino médio sobre ele e os seus planos malignos. Como vemos na mídia, pensasse no governo sobre mudanças nesse sistema. Então, você, pai, mãe ou político de qualquer posição que seja, considere o meu relato como mais um motivo para melhorar. Sem mais delongas, vamos à vida do jovem entre o primeirito e o terceirão.

Não-academicamente falando, o que o aluno tem.

 

A grande maioria dos alunos de ensino médio estão passando pela puberdade, fase que você não pode dizer que é mole moleza nem se for bilionário – apenas se for tri em diante. O psicológico está atordoado por causa dos mil hormônios sendo liberados por segundo, e as dúvidas vindo num fluxo ainda maior. Você entra numa sala de primeiro ano e vê vários seres virando humanos, acelerados, atentos à tudo e não entendendo nada.

Daí para frente é só cansaço desgastando a bateria do jovem. Linguagem figurada à parte, é isso mesmo que a penca de perguntas sobre mitocôndria e função quadrática fazem com a nossa força de vontade e autoestima. No segundo ano de ensino médio, o professor te pergunta como e porquê da matéria enquanto você se questiona o que ainda está fazendo ali, o que você é.

O terceiro ano é o pior. Por causa da materia? Os professores são mais exigentes? Não, meus caros. Quer dizer, também. O aluno já passou por tanto cálculo e parágrafo que vai te dizer que se chama Dom Pedro e nasceu na raiz quadrada de 13. Você está dormente e as exigências que entram só ficam maiores.

Tirando o psicológico da reta.

Existem algumas coisas que você precisa entender, conselhos que eu te ofereço agora e o quanto antes você escutar, melhor vai ser para os seus anos nesse estado de espírito chamado ensino médio.

–  Tome suas decisões pondo você em primeiro e segundo lugar.  A escola que você vai frequentar, se vai estudar para a prova ou não, essas são escolhas que vão mudar o seu futuro acima de tudo. Escutar os outros não custa nada, principalmente se for a sua família, que já passou por isso e verdadeiramente te ama. Mas, na hora H, pense no que você quer, no que te fará bem. Essa é uma fase difícil por si só e você não vai querer vivê-la com o arrependimento de ter ido por um caminho que não é seu.

–  Respeite os seus limites. Nem todas as matérias são as suas melhores, nem todo mundo da sala de aula é seu melhor amigo, nem todo professor sai por aí te elogiando. Fazer o que? Se adaptar, ir se exercitando para chegar num nível em que as suas preferências ou as dos outros não vão modificar o seu conforto. Afinal, ninguém quer morrer por causa do ensino médio.

–   Aproveite o presente. A gente não tem direito à viver uma idade duas vezes. Essa fase veio e igualmente rápido irá embora. Então não se consuma pelas atividades escolares e vice-versa. Você vai querer muito estar tendo as aulas leves do colégio quando chegar na faculdade, bem como sentirá saudades da sua classe. Saia, viva o momento tudo mais carpe diem.

–  Lembre-se de que você é um ser humano. Esse tópico resume a essência dos três acima e eu só quis, portanto, mostrar para você de novo que errar é normal, dormir é saudável e comer não é perda de tempo. A vida é assim e você só tem culpa quando se força demais, se cobra demais e se ama de menos. Dá um crédito para pessoinha que levanta cedo e corre tanto atrás! Dê um sorvete também, já que estamos falando nisso.

Para aliviar nos estudos.

Essa é a pergunta que você deve estar se fazendo depois de ter lido ali em cima, e é a que eu fiz desde o início de 2015 ao receber a lista de material escolar. Como? Meu Deus, será que eu posso?

A resposta vêm um pouco diferente para cada um. Mas, olhando um pouco por cima da situação, diria que o conselho é equilibrar. Ninguém precisa estudar cinco horas por dia direto sempre, porém existem matérias mais extensas ou mais difíceis que vão levar o seu final de semana, feriado ou período sabático. E você deixar, rendido com as mãos para o alto.

Não é para virar um robô na que você não entende nem para ser aquele ”deixa comigo que eu sou formado” nas tranquilas. Prestar atenção nas aulas de maneira normal nas que você sabe lidar e mais intensamente nas fracas tira todo o peso na hora de estudar em casa.

Outro grande conselho é que não há nada de errado em pedir ajuda. Ir às monitorias e conversar com os professores foi o que fez com que eu recuperasse um trimestre perdido.

E aí? Como foi/está sendo o seu ensino médio? Fale para mim nos comentários ou no Twitter. Espero que gostem!

xoxo,

Michelle Lebres.