E aí? Tudo bem? Neste sábado estou aqui para compartilhar com vocês o gosto cinematográfico que boa parte dos nossos pais tinha quando eram os jovens da questão. Temos que combinar aqui que, nos anos 80, o estilo de rebeldia era diferente do que vemos hoje em dia. Mas adolescentes sempre foram e serão adolescentes, com suas danças, brigas e triângulos amorosos, não importa o quanto de tecnologia esteja envolvida. Por isso, selecionei os meus três favoritos, cada um é um berro em sua própria maneira, voltando no tempo em busca da essência.

 

Dirty Dancing – Ritmo Quente (1987)

Já perdi as contas de quantas vezes eu assisti esse filme. Muito obrigada, NET Now, por ter feito todas as minhas sextas, sábados e domingos virem de outra década. É bem genérico dizer que se apaixonou por causa da protagonista, mas como não amar a teimosia da Baby Houseman? Antes que eu entregue demais, aqui vai a sinopse:

”Em 1963, Frances Houseman (Jennifer Grey), ou “Baby”, como é chamada pela família, uma jovem de 17 anos, viajou com seus pais, Marjorie (Kelly Bishop) e Jake Houseman (Jerry Orbach) e sua irmã Lisa (Jane Brucker) para um resort em Catskills. Ao contrário de Lisa, que pensa em roupas, Frances é idealista e quer estar no próximo verão no Corpo da Paz estudando a economia dos países do Terceiro Mundo. Assim, ela espera que este seja o último verão como uma adolescente despreocupada, mas Baby não se dá muito bem com sua irmã mais velha e está entediada em tentar distrair os hospedes mais velhos (foi envolvida nesta situação por seu pai). Até que numa noite Baby ouve algo que parece ser um som de festa no alojamento dos funcionários (que os hospedes não podem ter acesso). Ela consegue entrar na festa graças a um empregado e descobre que ali o pessoal realmente se diverte com danças, que Max Kellerman (Jack Weston), o dono do hotel, não permite. Baby chega a dançar com Johnny Castle (Patrick Swayze), um professor de dança, e logo fica apaixonada por ele. Quando Penny Johnson (Cynthia Rhodes), a parceira de dança de Johnny, fica grávida por ter se envolvido com Robbie Gould (Max Cantor), um dos garçons, Baby se oferece para aprender a dançar e substituir Penny, mas o pai de Baby, quando descobre, não gosta disto, pois considera que Johnny é de outra classe social e Baby é jovem demais para entender seus sentimentos.” (fonte)

A história se desmantela em várias formas de você superar o que os outros já vêm dizendo que você é. A mocinha que não é essa inocência quase infantil, o dançarino que não nasceu na sordidez. Descobrindo que nem tudo é um mar de rosas, mas também não é como se ninguém fosse capaz bondade.

Fora essa mega lição de mundo que dão para o povo bem convencido do resort, tem a química do elenco em toda e cada uma das cenas de dança. Aposto vintão que você vai querer sair fazendo o estilo de mambo dos encarregados, hehe. E há um humor diferente em assistir a dinâmica entre os funcionários e os visitantes, especialmente porque sabemos que a arte muitas vezes imita a vida.

E, porque eu preciso finalizar antes que fale demais, deixo esta cena maravilhosa:    Footloose – Ritmo Louco (1984)   Como falar dos anos 80 sem mencionar Kevin Bacon e a cidade que baniu a dança? A primeira vez que o assisti também foi na TV e devo confessar que, no início, achei que ia ser boba a temática. Conforme a história se desenvolve, você vê que é sobre a parte mais inocente de toda a rebeldia adolescente.  Sem mais delongas, a sinopse: ”Ren McCormick é um rapaz criado na cidade grande que se muda para uma cidade pequena do interior. Disposto a organizar um baile de formatura, Ren acaba descobrindo que dançar não é permitido na cidade. Apaixonado por música, Ren decide lutar pela restauração da dança na cidade e, em meio a isso, acaba conquistando o coração de Ariel Moore. Entretanto, Ariel é a filha do conservador reverendo (pastor) Shaw Moore, responsável pelo banimento da dança na cidade, em virtude da morte de seu filho.” (fonte  A cidade inteira sofreu um trauma e levou a experiência infeliz ao extremo. Ok, pode não ser a sua situação exata. Mas quantos de nós conhecemos pais e mães que protegem os filhos do que existe e até mesmo do que não existe? Era difícil para estes adultos dar qualquer tipo de espaço aos jovens. Então, além de proibirem a dança, eles banem várias outras formas de contato com uma ”cultura do diabo”. O sensacional deste filme é ver como precisamos nos adaptar uns aos outros, mesmo quando o primeiro instinto é espernear.  Agora vai uma pista:   Flashdance – Em Ritmo de Embalo (1983)   Abordando uma juventude um pouco mais adulta, mostra que a rebeldia se encontra em várias formas e dura até depois da adolescência. Tem muito o que se amar neste filme e, antes que eu entregue logo tudo com a ansiedade de falar sobre Alex, vamos à sinopse: ”Alex Owens é uma bela jovem que trabalha durante o dia em uma usina de aço e dança em um bar à noite. Quando Alex descobre que seu chefe Nick Hurley está interessado nela e apoia sua carreira, ela retoma os esforços para ser aceita em um prestigioso conservatório de dança. Embora Alex tenha medo de fracassar, Nick e a sua mentora, a ex-bailarina Hanna Long, torcem por ela.” (fonte  O passado de Alex não é muito abordado, mas fica implícito sua independência ao balancear um trabalho bruto com outro delicado mais próximo de seu verdadeiro sonho. As personagens se viram com o que o ambiente não tão gracioso do subúrbio tem, à margem de suas ambições.  A protagonista conquistou na hora a minha atenção por sua personalidade mais do que forte num lugar em que tudo aponta para desistir, deixar de lado. É claro que o lado romântico do enredo tem mais do que a ver com o porquê dela passar a acreditar mais em si e tentar.  Com estes gifs completo a minha indicação cinco estrelas:   E aí? O que achou? Fale para mim nos comentários ou no Twitter. Espero que gostem!  xoxo,Michelle Lebres