Conselhos de uma Gilmore

Olá! Tudo bem? Netflix existe há 20 anos, Gilmore Girls há 17. Só conheci ambos muito recentemente, no entanto, e posso te garantir que não me arrependo nem um pouco. O serviço de stream você já deve saber como funciona, bem como o quanto ele mudou as nossas vidas. Estou aqui para lhe mostrar a influencia do show que consiste em 7 temporadas de muito café, romances balanceadamente complexos e adoráveis e a relação mãe e filha mais cheia de companheirismo e referências à cultura pop do mundo. O que, então, as Lorelais trouxeram?

Seu lar é as pessoas que ama.

Lorelai Gilmore, mãe solteira aos 16 anos, criou a pequena Rory não tão sozinha assim. E o porquê? O carisma e humildade da jovem que acabava de sair do luxo de sua família conquistaram muito mais do que a estrutura que ambas dispunham, mas também a amizade de cada um dos peculiares moradores de Stars Hollow. A pequena cidade voltada para o turismo foi em sua totalidade sua casa, e a vizinhança a família que as garotas sempre puderam contar com.

Veja mais para si mesmo do que as expectativas alheias.

É claro que poderíamos estar falando aqui de Lorelai, até porque ela saiu de uma vida de privilégios e cresceu imensamente fora dos padrões desenhados por seus pais. Mas, na minha opinião, o maior exemplo disso na série é a Lane Kim, melhor amiga da Rory desde sempre e com uma das melhores evoluções.

De família coreana e mãe restrita, Lane conseguiu se desenrolar do futuro marido médico e faculdade radicalmente religiosa que a esperavam e viver plenamente dentro do seus conceitos: como uma expert em qualquer gênero e subgênero musical e com alguém realmente compatível ao coração da baterista.

Há como fazer funcionar mesmo com os limites.

Ao contrário do que seus avós poderiam ter-lhe oferecido e queriam para ela e sua mãe, Rory cresceu num ambiente simples e sem frescuras – e foi este o principal objetivo de Lorelai ao ter fugido com a filha no colo. Mesmo depois, quando as duas retomam contato com o restante da família, os hábitos são mantidos: elas continuam sabendo de cor cada um dos cardápios de delivery e criando programações acessíveis como inumeráveis noites de cinema.

Uns ajustes financeiros aqui e ali nunca as fizeram mal. Na verdade, Rory é praticamente uma biblioteca ambulante, Lorelai montou o próprio negócio e as duas sempre estiveram com looks impecáveis. E vamos concordar que quem não gosta de uma boa maratona de filme com hambúrgueres?

A inimizade amiga.

O relacionamento de Paris e Rory nunca foi a coisa mais normal do mundo, o que nós viemos afirmando desde a primeira vez em que a menina de cidade pequena entrou na escola conceituada Chilton com auxílio de seus avós. Enquanto as duas apresentam um QI elevadíssimo e se equiparavam em qualquer coisa, mantinham a competição como maneira de se superar.

Apesar do objetivo final ter sido basicamente o mesmo – entrar para Harvard – e o resultado também bem semelhante, os meios foram o que mostraram o que cada uma havia de melhor para oferecer à outra: Rory com seu bom humor e infinita cultura pop, Paris com sua visão mais fria e infalível organização.

A amizade das duas garotas é com certeza um dos maiores motivos pelos quais assumiram importantes posições em todas suas carreiras estudantis, além de crescerem como pessoas mais centradas e com maior amabilidade. E, no final, quem não adora uma cena com a Paris enlouquecendo a concorrência?

Não tem problema em mudar de ideia.

Decisões grandes envolvem várias pessoas para serem consideradas e possíveis consequências. É assim que elas ficam pesadíssimas em cima de nosso colo, esperando pelo veredito. O que a maioria das personagens do show foram capazes de esboçar durante sua longa jornada é que, ainda que um dia a resposta tenha sido ”sim”, se não sente que é certo, fale o ”não”.

Mesmo que você queira muito amar, o ”eu te amo” vazio dói mais do que dizer a verdade. Ambicionar algo por sua vida toda não significa que não possa aparecer outra opção igualmente atrativa na hora H.

Arrisque, mas seja você. Até se isso significar piadinhas pop em um coquetel de luxo.

Apesar do corpinho em forma e da elegância, não é nenhum segredo que as meninas não deixam coisa alguma as impedir de mostrar o quanto gostam de comer, ou seu bom humor. Não vá imaginando que estar em um encontro seja um inibidor. A falta de preocupação com a ideia antiquada do ”igual à uma mocinha” é encorajadora em vários sentidos. A predisposição à deixar os outros boque abertos e o fato de não terem medo de expressar suas opiniões, qualquer que elas sejam, é o que faz com que brilhem tão alto.

E aí? O que achou? Quer sugerir algo? Fale para mim nos comentários ou no Twitter. Espero que gostem!

xoxo,

Michelle Lebres.

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